Considerado a primeira unidade de conservação estadual criada em Minas Gerais, o Parque Estadual do Rio Doce (PERD), foi criado oficialmente em 14 de julho de 1944, pelo Decreto Lei nº 1.119. As primeiras iniciativas no sentido de preservar o Parque surgiram no início da década de 1930, pelo arcebispo de Mariana, Dom Helvécio Gomes de Oliveira.
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O PERD, administrado pelo Instituto Estadual de Florestas (IEF), possui uma área de 35.974 ha e abrange parte dos municípios de Marliéria, Timóteo e Dionísio. O limite noroeste é naturalmente feito pelo Rio Piracicaba e o leste pelo Rio Doce. O Parque é uma das principais reservas de proteção à biodiversidade do Estado, com a maior área contínua de Mata Atlântica preservada em Minas Gerais e um dos poucos remanescentes no país. O PERD faz limites com regiões densamente povoadas e industrializadas. |
O Parque Estadual do Rio Doce é composto por árvores centenárias, madeiras nobres de grande porte e uma infinidade de animais nativos, como: beija-flor besourinho, chauá, jacu-açu, saíra, anumará, capivara, anta, macacos-prego, paca e cotia. Além das espécies ameaçadas de extinção como a onça pintada, o jacaré de papo amarelo, o macuco e o mono-carvoeiro, maior primata das Américas.
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| Macaco-Prego | Onça Pintada | Mono Cavoeiro |
O Parque possui um herbário que, de forma sustentável, possibilita a identificação de espécies através da análise de suas características morfológicas, constituindo a base de pesquisas taxonômicas. Há estudos sobre a influência de espécies exóticas de animais que têm colaborado com mudanças nas cadeias alimentares, como o tucunaré, a piranha e o apaiari.
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| Tucunaré | Piranha | Apaiari |
O sistema hídrico do PERD é formado por cerca de 50 lagoas (6% de sua área). Dentre o seu complexo de lagos, destaca-se a Lagoa Dom Helvécio, com 6,7 Km² e 32,5 m de profundidade. De maneira geral, grande parte dos corpos de água que compõem o sistema de lagos tem sofrido algum tipo de impacto, seja pelo uso da água ou pela modificação da paisagem. Apenas na área onde se encontra o Parque as lagoas estão preservadas, e a paisagem no entorno inalterada.
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A pluviosidade média e a temperatura anual no Parque são de 1480,3 mm, e 21,9°C, respectivamente. O déficit hídrico do Parque permanece entre os meses de maio e setembro. Já foram realizadas algumas melhorias no Parque, como: isolamento dos condutores de energia que, por estarem desprotegidos, prejudicavam a fauna e a flora, além de instalação de infra-estrutura para pesquisa ambiental e ecoturismo.
O Parque Estadual do Rio Doce oferece, ainda, uma infra-estrutura de boa qualidade para atendimento a pesquisadores e turistas. O Parque possui portaria, estacionamento, área de camping, vestiários, restaurante, anfiteatro, centro de visitantes, centro de pesquisas, viveiro e posto de Polícia de Meio Ambiente.
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1 – Quais as principais ameaças à proteção do parque? E quais as medidas para evitar essas ameaças?
Resposta: As principais ameaças à proteção do parque são: a caça e a pesca predatória, a expansão urbana, a introdução de espécies exóticas, os incêndios florestais e a poluição hídrica.
Para evitar as ameaças, o Parque tem tomado as seguintes medidas:
a) Turismo Predatório: Definição de capacidade de carga, implantação da educação ambiental e fiscalização.
b) Incêndios Florestais: A estação é regulamentada por lei e está implantada desde 1994. Possui o Sistema Integrado de Prevenção, Controle e Combate a Incêndios Florestais, como: torres de observação, formação de brigadas e cursos de capacitação.
c) Espécies exóticas: Elaboração de projetos de pesquisas voltados para ictiologia e limnologia. Abertura de pesca a espécies exóticas, na Lagoa Dom Helvécio.
d) A Caça e Pesca Clandestina: Educação ambiental, fiscalização através da Polícia Militar de Meio Ambiente e funcionários da Unidade.
2 – Quais as influências do Parque nas comunidades vizinhas.
Resposta: Através da recreação, do lazer e favorecimento do turismo, o PERD influência na qualidade de vida da população local e regional, gerando emprego e renda, o que garante a proteção da biodiversidade e patrimônio genético.
3 – Quais as ações que o Comitê pode tomar para auxiliar na preservação do Parque?
Resposta: Além da representação no Conselho Consultivo da Unidade, como já acontece, o comitê pode ainda, disponibilizar diagnóstico da conservação e qualidade da água da Bacia à Unidade; divulgar o Parque e; colaborar na educação ambiental e captação de recursos para conservação da Unidade.
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